sábado, 15 de abril de 2017

ESCRITOR CURURUPUENSE MATEUS BORGES FECHA PARCEIRA COM NOVA LIVRARIA!

Há algum tempo a literatura cururupuense encontrava-se um pouco esquecida até que chega o jovem escritor Mateus Borges e começa a despertar novos horizontes no ambiente literário.
Seu primeiro livro foi lançado em outubro de 2015, cujo título é Gemidos da Alma e às vésperas do lançamento do livro, Mateus concedeu uma entrevista ao Estação Melodia, em que afirmou que o livro tratava-se de uma coleção de poesias que expressavam os sinceros sentimentos do fundo da alma.
Após o lançamento do livro Mateus Borges já percorreu várias cidades e eventos divulgando a sua obra e conseguindo novas parcerias. Hoje ele fechou hoje uma importante parceria com a Livraria e Espaço Cultural AMEI, localizada no Shopping da Ilha, na capital maranhense. A AMEI é dedicada a comercializar exclusivamente obras de escritores maranhenses e já conta com mais de 1.000 títulos!
Mateus estará pessoalmente na AMEI no dia 22 de abril, das 18:30 às 22:00, participando de uma roda de conversa e autografando livros.
Você pode acessar o site da livraria Aqui e adquirir o livro Gemidos da Alma.


Sucessos ao nosso jovem poeta Mateus Borges!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

29 ANOS DE SAUDADES!

11 de Janeiro de 2017. Exatamente hoje fazem 29 anos que perdemos o nosso Janires, um dos maiores gênios da música evangélica. O trágico acidente que levou-lhe a vida ocorreu em 1988 e deixou uma lacuna irreparável na nossa música. Pensando em Janires e o que ele representou para a música evangélica, o Blog do Áleckson Marcos traz aos seus leitores o texto de Paulinho Marotta sobre o dia de hoje e o seu significado para o Rebanhão.

"Conviver com Janires foi uma dádiva do Eterno. Uma das pessoas mais sérias que conheci, apesar do seu jeito informal de ser e evangelizar. Ele pregava com seu testemunho de vida. Não foram poucas as vezes que "Jajá" me surpreendeu com seu jeito desprendido e prestativo. Sempre recebia suas ofertas e fazia questão de  perguntar:
'Dúbatera, como é que você esta de grana aí? ,
Eu pensava que ele iria me pedir dinheiro...
Daí eu dizia: 'tô duro...'
Ele tirava da carteira um trocado significativo e me abençoava.
Grande exemplo de dependência do Senhor e grande fé.
Musicalmente aprendi muito com ele; que a simplicidade no tocar é tudo, que menos é mais.
Dias antes de sua morte haviamos tocado em um aniversário de um casal de amigos gêmeos Rosali e Ricardo aqui em BH numa sexta feira. Ele havia comprado passagens (...) para mim e para ele irmos ao Rio buscar o teclado do Gui que estava na assistência técnica . Algo me disse para não ir (com certeza o Espírito do Eterno). Quando Janires me ligou me confirmando nossa ida eu disse que não iria mais. Ele me xingou muito...rsrsrs... Me perguntou: 'Dúbatera, você é um homem ou um saco de batatas?' kkkkkkk.....
Então ele foi só para aquela viagem que seria a última de sua vida. Me despedi dele por telefone e combinamos de nos encontrar segunda a noite no Clubão da MPC (reunião evangelistica para mais de 2.000 de jovens) onde a Banda Azul tocava semanalmente.
Momentos de apreenção na segunda feira.  19:30, hora de iniciar a reunião e nada do Janires chegar....
Oramos entregando aquela situação ao Senhor e demos início ao Clubão, que até o final não haviamos tido notícias dele.
Na terça pela manhã a polícia rodoviaria federal ligou para MPC avisando sobre o acidente, o capotamento do ônibus em Tres Rios , a morte de Janires e mais 5 pessoas. Foi um baque pra mim, primeiro a morte do meu melhor amigo e o livramento que tive.
Partimos então para Brasília onde foi feito o velório e o enterro, com direito a Banda Azul tocando ao lado do caixão do nosso irmão mais velho e sendo consolados por sua mãe Dona Luzia, grande exemplo de fé.
Uma cena marcante foi a chegada do corpo a igreja de Nova Vida onde foi feito o velório, o caixão mais uma bolsa de roupas, um violão Ovation, um casaco de la e sua inseparável Bíblia. Era "tudo" que ele tinha na vida. Janires, um grande exemplo de fidelidade ao Senhor e desprendimento das coisas materias.
Sou grato ao Senhor pelo privilégio de ter convivido com Janires."

domingo, 13 de novembro de 2016

MÚSICA DO PASSADO E MÚSICA DE HOJE. O QUE MUDOU?

A análise de letras da música evangélica nunca foi tão necessária como se faz agora, tendo em vista os diversos erros doutrinários encontrados o que levou o Reverendo Augustus Nicodemus a fazer uma declaração ousada no ano passado: “Nunca cantamos e tocamos tanto e nunca fomos tão analfabetos em relação às Escrituras”.
Quem se atreve a fazer a análise de letras pode ser facilmente mal compreendido por que aqueles que têm uma interpretação totalmente equivocada da expressão “não julgueis” afirmada por Jesus (Mt 7.1), mas ao longo deste estudo veremos que julgar (analisar) a letra de uma música é necessária (e por que não dizer urgente?).
O CONTEÚDO DA MÚSICA CRISTÃ NO SÉCULO PASSADO
Falar de música cristã nos aos 70, 80 e 90 é simplesmente abençoador, considerando as dificuldades que os primeiros artistas tiveram para gravarem os seus primeiros discos (Feliciano Amaral, Luiz de Carvalho, Jair Pires) e até mesmo a dificuldade na aceitação da própria igreja em relação às músicas que abordavam temas diferentes do tradicional, como é o caso do cantor Luiz Arthur com a música “Drogas Matam”, Álvaro Tito com suas músicas mais agitadas e os primeiros conjuntos de rock cristão que lutaram incansavelmente para serem aceitos, como o caso do Grupo Rebanhão, Catedral, Sinal de Alerta, e etc. Todos estes artistas conseguiam traduzir em suas canções as dezenas de doutrinas bíblicas e ensinamentos que fundamentavam a sua fé, que conferiam às suas músicas características especiais, as quais desejo elencar abaixo:
1.    Evangelismo – Ex:“Portas Abertas” (Grupo Logos), “Pra Você” (Novo Som), “Juízo Final” (Eliézer Rosa), “O Valor de Uma Alma” (Mara Lima).

2.    Teocentrismo/Cristocentrismo – Ex: “Jesus” (Mattos Nascimento), “Deus” (Ozéias de Paula), “Nazareno” (J.Neto), “Cicatrizes” (Jorge Araújo).

3.    Devoção – Ex: “Santuário” (Izaias Mendes), Catedral (Espírito Santo), “Presença” (Nova Dimensão), “Santo Espírito” (Marcos Antônio).

4.    Consolo Espiritual – “Não Há Barreiras” (Álvaro Tito), “Lágrimas” (Wagner Roberto), “Creia” (Ozéias de Paula).

5.    Temas Universais – Ex: “Brasil” (Complexo J), “Por Amor” (Kim), “Drogas Matam” (Luiz Arthur), “Carros de Boi” (Os Peregrinos), “Liberdade” (Dalvinha).

Normalmente, somos levados a crer que as músicas do passado são quase perfeitas, mas historicamente nem sempre é isso que se constata, pois canções como “Nova Aliança” de Wagner Roberto, “O Mover do Espírito” de Armando Filho, “Vou Seguir” de Cassiane ou até o cantor sacro Ozéias de Paula na música “Eu e Jesus” não estão livres de desvios teológicos. Mas um fato é certo: havia mais músicas teologicamente alinhadas.
O CONTEÚDO DA MÚSICA CRISTÃ ATUAL
Torna-se necessário descrevermos de maneira sistemática os principais temas abordados na música cristã atual, sabendo que esses temas giram em torno da Teologia da Prosperidade, ou seja, derivam dela e estão intimamente ligadas, conforme veremos a seguir:
1)    Triunfalismo - A palavra “triunfalismo” advém de “triunfo”, palavra de origem latina, “triumphus”, que era o nome que recebia “a entrada solene em Roma de um general vitorioso”, e que, por extensão, passou a significar “vitória” (Fonte: wikipedia). Por conseguinte essa nova doutrina sugere que o crente não deve aceitar a derrota em sua vida, de modo que essas canções retratam um fiel que nunca perde batalhas e que “nasceu para vencer”.
2)    Individualismo - No contexto deste estudo o Individualismo desconsidera toda a coletividade que remete à igreja e defende o suposto protagonismo do “crente de vitória”, algo que nada tem a ver com a igreja primitiva.
3)     Vingança – Não é tão antiga a essa ideia de vingança na música gospel. Trata-se de um fenômeno recente em que o eu lírico não apenas pede a Deus a sua vitória, mas também vingança ou revanche aos seus inimigos.
4)    Confissão Positiva – O surgimento dessa nova teologia remete à primeira metade do século passado nos Estados Unidos com Willian Kenyon. A característica básica da Confissão Positiva é o suposto poder espiritual que há em nossas palavras (ver Tg 3.10).

O critério exigido para uma música evangélica fazer sucesso atualmente é a abordagem dessas 4 temáticas acima, que, conforme vimos, não confrontam o pecado e nem produzem arrependimento salvífico ao não evangélico que ouve. Como boa parte dessas músicas tratam apenas esses temas, já quase não há novidades no conteúdo de novas músicas lançadas. Isso traz a falsa ideia de que a teologia protestante é muito pobre já que não aborda outros temas além desses supracitados. Acerca disso o cantor Paulo Cezar, do Grupo Logos, comentou em entrevista recente a repetição de muitos jargões, palavras de ordem e mensagens de prosperidade”. A mesma ideia é compartilhada pelo cantor João Alexandre em sua polêmica música “É Proibido Pensar” ao afirmar que “são sempre variações do mesmo tema; meras repetições” (Ver o post Evangélicos que Não Pensam).

sábado, 5 de novembro de 2016

REBANHÃO GRAVA DVD HOJE NO RIO DE JANEIRO

Rebanhão grava DVD hoje no Rio de Janeiro
Carlinhos Félix, Paulo Marotta e Pedro Braconnot
Os músicos Pedro Braconnot, Carlinhos Felix, Paulo Marotta, Pablo Chies e Bruno Martins sobem ao palco da ADVEC hoje para gravar o disco de retorno do Rebanhão. Projeto anunciado desde o ano de 2014, envolve repertório de uma das mais relevantes obras musicais evangélicas da história.
O evento ocorrerá na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) e tem início às 18h. Anteriormente ao show, os membros do grupo estiveram na Rádio Melodia. Durante a programação, os músicos tocaram canções como “Fronteiras”, “Jesus é Amor (Jesus is Love)” e “Muro de Pedra”.
“A escolha das musicas para o DVD 35 é uma resposta as preferências do nosso público. Pesquisamos nas mídias sociais as mais pedidas, as mais buscadas, e elaboramos o repertório. É claro que não vai caber a lista inteira, e ficamos com as “18 mais” para este DVD”, disse Paulo Marotta, em entrevista ao Gospel Prime.
O baixista complementa com os planos de turnê. “Quando iniciarmos a turnê, teremos mais liberdade de incluir tantas outras que o nosso público gosta, e trazer as novas composições também. Este trabalho é uma coletânea desde Mais Doce que o Mel até Enquanto é Dia”.
No show, serão tocadas dezoito músicas. Dentre elas, dezessete estarão no projeto. Apenas “Novo Dia”, anunciada por Carlinhos Felix, estará de fora do lançamento que incluirá os formatos CD e DVD e, talvez, uma edição limitada em vinil. “É um sonho como muitos outros que temos sonhado. Vamos fazer uma pesquisa, para saber se realmente fará sucesso. Mas eu, particularmente, gostaria de ter um vinil desta gravação”, disse Carlinhos.
Outros artistas evangélicos, por meio de vídeos, apoiaram a gravação do Rebanhão. Nomes como Kleber Lucas, Cassiane, Paulo César Baruk, Asaph Borba e o vocalista do Grupo Logos, Pr. Paulo Cezar, gravaram depoimentos e fizeram convites ao público para que compareçam ao show.
Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

DAMARES NÃO APRENDE MESMO!


Conforme já disse o poeta João Alexandre, a música cristã no Brasil não passa de mera repetição e isso se aplica quase exclusivamente à artistas ligados ao meio pentecostal (ao qual pertenço) que mesmo sofrendo duras críticas não conseguem alinhar suas composições às principais doutrinas cristãs.
Damares já apanhou muito por causa de “Sabor de Mel”, contudo parece que ela não aprende mesmo, pois depois de “Sabor de Mel” vieram outros sucessos com o mesmo teor triunfalista e há pouco mais de duas semanas ela lançou o primeiro single intitulado “Ressuscita” de Moisés Cleyton (aquele que faz dueto com Giselli Cristina) que faz parte do próximo álbum da cantora. Inicialmente, antes de verificar a letra, pensei que se tratava da maravilhosa doutrina da Ressurreição dos Santos, no entanto, a composição não passa de mera cópia de “Ressuscita-me” de Anderson Freire, interpretada por Aline Barros. O cara (Moisés) não foi criativo nem no título da música e apenas nos mostra que existem algumas temáticas, clichês e frases de efeito que, quando estão na moda, se fazem presentes nos grandes hits evangélicos, como a temática dos “sonhos”, da “geração apaixonada”, das “chuvas de poder, de avivamento, de cura” ou os famosos “como Zaqueu”, “como José”, “como Davi” e por aí vai.
O single, por ser uma cópia mal feita de “Ressuscita-me”, claro, aborda o caso da ressurreição de Lázaro e aí está o texto completo da composição:
O vento forte tem soprado
O medo quer te sufocar
A noite escura te apavora
O sol pra ti não quer brilhar
Não vejo mais o seu sorriso
Parece que o sonho acabou
Estão na cova seus projetos
A esperança terminou
Mas lá vem Ele na estrada
Em sua casa vai chegar
Vem pra ressuscitar os seus sonhos
A pedra não vai segurar
Ele te chama pelo nome
Vem para fora, amigo meu
A história não termina assim
Tu és Meu filho, Eu sou Teu Deus
Ressuscita, ressuscita
A esperança que morreu
Ressuscita, ressuscita
Eu sou Jesus, Filho de Deus
Amigo seu













Difícil é saber para quem ela está cantando. Claro, para Jesus não é! Mas me refiro à quem ouve. Na casa de quem Jesus vai chegar, ressuscitar os sonhos, remover a pedra e chamar pelo nome? Seria na casa de todas as pessoas que ouvirem a música? Se assim o for, então os evangélicos estão bem e voltarão a sonhar à vontade! E se não for assim? Aí vale o que já disse o cantor Marcos Aurélio em crítica: a lei da probabilidade. Mas infelizmente, como o próprio Marco Aurélio já disse, não funciona assim as coisas com Deus.
Mas eu encontrei um “enigma” na música! O compositor disse que Deus vai ressuscitar os sonhos, mas ele não diz que esses sonhos serão realizados. Ora, se Deus ressuscitar os sonhos e não os realizar, logo estará brincando com a fé dos sonhadores e seria melhor deixá-los mortos. De outra forma, como é que o compositor sabe que Deus vai ressuscitar os sonhos de todos que ouvirem a música? É muita besteira...