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quarta-feira, 20 de junho de 2018

"Eu lá quero saber de hinos! Quero saber é da Palavra!"


E você acha que é piedoso falar assim? Certamente você não está no mesmo espírito de Paulo, que disse: "Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação" (1Co 14.26). O culto genuinamente cristão inclui tanto salmos (louvores) como doutrina (pregação/ensino), e tudo pode cooperar juntamente para a edificação da igreja, se administrados com temor e sabedoria. Como exigente pregador das Escrituras posso dizer que celebro aqueles momentos que antecedem a exposição da Palavra, e que são dirigidos com profundo temor em meio a hinos bem tocados e cantados que exaltam a Cristo e vão pavimentando os corações dos crentes para a Palavra de Deus ter livre curso. Vivi isto no último domingo, inclusive, onde pude, num culto de jovens, deleitar-me ouvindo, dentre muitos outros, louvores como "Eu agora sou de Deus" (de Mattos Nascimento") e "Meu tributo" (cuja versão em português se eternizou na voz de Victorino Silva). A cada hino cantado, fagulhas da mensagem que já queimava em meu coração eram lançadas sobre a igreja!
Ah, e antes que você me lembre que há abuso no tempo destinado às canções nos cultos hoje, devo dizer-lhe que estou totalmente ciente disso, e eu mesmo já procedi não poucas críticas ao cantarolar interminável que subtrai o tempo de exposição da Palavra - o que se torna ainda mais deprimente quando as músicas são esvaziadas de conteúdo bíblico e daquela genuína adoração que exalta a Deus. Todavia, uma visão equilibrada não propõe o descarte ou menosprezo do momento musical no culto, e sim a moderação na distribuição das oportunidades para os louvores - e que devem ser louvores de fato!
Desvalorizar o momento do louvor no culto, ao invés de participar dele aproveitando para oferecer a Deus "salmos, hinos e cânticos espirituais" (Ef 5.19), é oferecer a Deus um cordeiro manco, um culto deficiente, ou até mesmo "fogo estranho", não ordenado por Deus! Você que é exigente na pregação, mas que só chega atrasado para os louvores em sua igreja ou que fica distraído durante esse momento, reflita sobre isso, e ofereça a Deus o culto completo, como Ele merece!
Tiago Rosas

quinta-feira, 14 de junho de 2018

O MOMENTO É DE ORAÇÃO, E NÃO DE JULGAMENTO TEOLÓGICO!

Há pessoas que desconsideram o senso mínimo de misericórdia e piedade cristã, e na primeira oportunidade que têm de atacarem seus desafetos o fazem friamente. É assim que podemos descrever aqueles que aproveitam a atual situação de saúde da cantora Ludmila Ferber fazer disso um ringue teológico.

Ludmila encontra-se em tratamento contra um câncer descoberto recentemente e suas inclinações teológicas não são historicamente aceitáveis. Confissão Positiva e Auto-ajuda são características quase onipresentes em suas canções e nós da página Efésios 2 não concordamos com essas preferências teológicas, pois cremos que a única palavra que tem poder no mundo espiritual é a Palavra de Deus e que canções de auto-ajuda estão focadas no homem e não em Deus. Porém, apesar de nossas discordâncias, o momento não é para falar disso, mas sim para exerceremos misericórdia, isto é, se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Rm 12.15).

Para quem está passando pelo tratamento dessa doença que é o terror da homem moderno, não precisa que sejam jogadas na sua cara qualquer preferência teológica, mesmo que ela seja contraditória com mundo real, pois, afinal, o que adiantará? O que o povo de Deus precisa neste momento é de comunhão e intercessão (Tg 5.16).

A mesma coisa fizeram quando do falecimento do filho da Eyshila. A cantora já havia profetizado a cura do seu filho, porém ele veio a falecer. Aproveitaram a contradição teológica da cantora para massacrá-la sem nenhuma misericórdia.
Portanto, reitero que não concordamos com as posturas teológicas da cantora Ludmila Ferber, porém o momento é para orarmos, intercedermos por ela e fazermos um clamor ao nosso Deus para que nos dê fé suficiente para aceitarmos qualquer decisão soberana que só a Ele pertence.